O céu é o limite pra quem sabe sonhar
Mas meus pés estão colados nesse asfalto quente
O sol que ofusca a vista ao invés de iluminar
Traz marcas de um passado, pro futuro, um presente.
Ah, se eu pudesse andar
Quando a voz falar
E o medo enfrentar
A noite é uma criança trabalhando no sinal
Que perde a esperança na espera do real
Realdidade mata a fome e sede de vencer
'Cê diz estar preocupado, mas cadê você?
A sua esmola é boa, eu sei, não vou negar
Mas a sede é de futuro, de alguém pra se espelhar
Eu tento seguir em frente e o sinal sempre vermelho
A sina da minha vida é trocar lebre por coelho
Ah, se eu pudesse andar
Quando a voz falar
E o medo enfrentar
Nova Iguaçu, 27 de abril de 2012.
quinta-feira, 26 de abril de 2012
quarta-feira, 14 de março de 2012
Proeza
Proeza.
Deita na calmaria e mergulha na agitação,
Faz dum simples sim um fabuloso por que não.
Beleza.
Olhos pacatos, sorriso pungente.
É tudo de novo mas novo: diferente.
É sede de luz no escuro.
É ter mente sã no absurdo.
É o cuspe tinta em papel não timbrado.
É nota faltante em refrão depravado.
O vento cálido de inverno à palo seco.
A fuga tranquila do meio de um beco.
Olhos profundos, sorriso pendente.
É tudo de errado que se faz coerente.
Uma tal de solidez gasosa.
No verso é poema. É canção e prosa.
Juliana.S.A.Lima
Nova Iguaçu, 14 de março de 2012.
Deita na calmaria e mergulha na agitação,
Faz dum simples sim um fabuloso por que não.
Beleza.
Olhos pacatos, sorriso pungente.
É tudo de novo mas novo: diferente.
É sede de luz no escuro.
É ter mente sã no absurdo.
É o cuspe tinta em papel não timbrado.
É nota faltante em refrão depravado.
O vento cálido de inverno à palo seco.
A fuga tranquila do meio de um beco.
Olhos profundos, sorriso pendente.
É tudo de errado que se faz coerente.
Uma tal de solidez gasosa.
No verso é poema. É canção e prosa.
Juliana.S.A.Lima
Nova Iguaçu, 14 de março de 2012.
segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012
Poesia quebrada
Gosto de me nutrir de desejos, me perder em almejos.
Tenho mania de me prender a um lábio, em sorrisos;
mergulhar no fundo dos olhos e depois me atar as mãos.
Há quem diga que é demais, há quem diga vai ser de menos.
Gosto de apreciar a música antes mesmo do refrão;
Há quem acompanhe a solidão.
Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2012.
Juliana.S.A.Lima
Tenho mania de me prender a um lábio, em sorrisos;
mergulhar no fundo dos olhos e depois me atar as mãos.
Há quem diga que é demais, há quem diga vai ser de menos.
Gosto de apreciar a música antes mesmo do refrão;
Há quem acompanhe a solidão.
Rio de Janeiro, 27 de fevereiro de 2012.
Juliana.S.A.Lima
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Que que é isso?
Era de desejos itinerantes.
Num farsante se perde.
Num instante se vai.
Que que é isso?
É a constante mudança,
Mas de tanta andança faz parar.
É o grito do peito,
mas de tanto agito fez cansar.
Que que é isso?
A liberdade se esvai em tinta,
Se trancafia junto das palavras.
Num instante me prende.
Num farsante me faz.
Nova Iguaçu, 30 de novembro de 2011.
Juliana.S.A.Lima
Num farsante se perde.
Num instante se vai.
Que que é isso?
É a constante mudança,
Mas de tanta andança faz parar.
É o grito do peito,
mas de tanto agito fez cansar.
Que que é isso?
A liberdade se esvai em tinta,
Se trancafia junto das palavras.
Num instante me prende.
Num farsante me faz.
Nova Iguaçu, 30 de novembro de 2011.
Juliana.S.A.Lima
Não é de mim
Esse nó, esse aperto, essa corrosão...
Não é de mim.
Não é de mim, mas é em mim.
O que dizer?
Não é de mim, mas tá em mim.
O que fazer?
Não é de mim, mas é, enfim.
É o tempo. Faz a gente, faz da gente e se desfaz.
Ele enrola e desenrola.
Dá gorjeta e pede esmola.
Quase quis sair de mim.
Quis. Quase fui, mas fiquei, enfim.
Nova Iguaçu, 30 de novembro de 2011.
Juliana.S.A.Lima
Não é de mim.
Não é de mim, mas é em mim.
O que dizer?
Não é de mim, mas tá em mim.
O que fazer?
Não é de mim, mas é, enfim.
É o tempo. Faz a gente, faz da gente e se desfaz.
Ele enrola e desenrola.
Dá gorjeta e pede esmola.
Quase quis sair de mim.
Quis. Quase fui, mas fiquei, enfim.
Nova Iguaçu, 30 de novembro de 2011.
Juliana.S.A.Lima
segunda-feira, 28 de novembro de 2011
Quereres
De você não quero nada.
Nada além de tudo o que você quiser.
Não nego, desnudo. Sou transparência.
Prefiro assim. Melhor que não ser, melhor que passar.
Não é fácil me banhar em tuas palavras doces, nos teus afetos,
e me ver de repente despida na secura da tua ausência.
A sede cansa de pouco em pouco, mas sou sossego.
Mas meu bem, não se preocupe,de você não quero nada.
Nada além de tudo o que você quiser.
É estranho, mas paciente. É real, mas demente.
Só te peço uma coisa: tudo. Tudo o que quiser.
Sou constante e sou efémera.
Sou tudo, e ao mesmo tempo nada.
Nada que tua palavra não acalante.
Nada que um abraço não agitasse.
Mas não se avexe. Não quero creditar.
Nunca deveu nada, é tudo doação.
Não se avexe. Não quero te atar.
É que dei-me um nó cego de tanto me afagar.
Mas não se procupe amor.
De você não quero nada.
Nada além de tudo o que quiser.
Nova Iguaçu, 28 de novembro de 2011.
Juliana S.A. Lima
Nada além de tudo o que você quiser.
Não nego, desnudo. Sou transparência.
Prefiro assim. Melhor que não ser, melhor que passar.
Não é fácil me banhar em tuas palavras doces, nos teus afetos,
e me ver de repente despida na secura da tua ausência.
A sede cansa de pouco em pouco, mas sou sossego.
Mas meu bem, não se preocupe,de você não quero nada.
Nada além de tudo o que você quiser.
É estranho, mas paciente. É real, mas demente.
Só te peço uma coisa: tudo. Tudo o que quiser.
Sou constante e sou efémera.
Sou tudo, e ao mesmo tempo nada.
Nada que tua palavra não acalante.
Nada que um abraço não agitasse.
Mas não se avexe. Não quero creditar.
Nunca deveu nada, é tudo doação.
Não se avexe. Não quero te atar.
É que dei-me um nó cego de tanto me afagar.
Mas não se procupe amor.
De você não quero nada.
Nada além de tudo o que quiser.
Nova Iguaçu, 28 de novembro de 2011.
Juliana S.A. Lima
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